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Curso
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7ª edição - Fisioterapia Aplicada ao Pavimento Pélvico - Avaliação, diagnóstico e tratamento (26h)
Forma de organização predominante
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Formação em B-learning (turma)
Resumo do Conteúdo Programático
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- - Anatomia e Fisiologia do Pavimento Pélvico.
- - Fisiologia da micção e defecação.
- - Principais patologias uroginecológicas: Incontinências; Hiperatividade; Hiperatividade do Detrusor; Bexiga Hiperativa; Prolapsos; Dispareunia; Dismenorreias.
- - Avaliação
- 1. Anamnese e História Clínica (pontos chave).
- 2. Exame Físico: avaliação postural, respiratória, articular, abdominal e pelviperineal.
- 3. Evidência científica; Escalas e Questionários.
- - Tratamento
- 1. Técnicas de tratamento- Reeducação Perineal Ativa e Passiva
- 2. Propriocepção e Automatismo abdominopélvico;
- 3. Biofeedback;
- 4. Eletroterapia;
- 5. Raciocínio clínico e progressão do tratamento;
- 6. Padrões de Comportamento.
Enquadramento
- A magnitude e impacto negativo na vida pessoal e social, fazem das disfunções uroginecológicas um problema de saúde pública.
- Apesar do impacto negativo e prevalência elevada, existe um déficit de dados epidemiológicos e de diagnóstico que poderá dever-se à falta de investimento no levantamento epidemiológico, iliteracia em saúde, diversas barreiras psicossociais (e.g. omissão) e desconhecimento e/ou falta de competências para a utilização dos recursos de diagnóstico e terapêuticos disponíveis.
- Patologias como: incontinências (urinária, anal, fecal), disfunções sexuais (dispareunia), prolapsos, dor pélvica crónica, endometriose, entre outras, são bastante frequentes na população, afetam a qualidade de vida e carecem de uma atenção diferenciada. Sendo a incontinência urinária apenas a ponta do icebergue entre as disfunções uroginecológicas, a prevalência em portugal será superior a 20%. Com elevada probabilidade e inferindo das prevalências de diferentes disfunções do pavimento pélvico, aproximadamente 50% da população feminina beneficiaria de atenção clínica e poderia resolver e/ou melhorar significativamente a sua qualidade de vida através, entre outros tratamentos, da reabilitação do pavimento pélvico. Os homens requerem as mesmas intervenções apesar de prevalências tendencialmente mais baixas nas condições transversais aos sexos.
- Para além disso, é de grande importância atuar de modo preventivo nas disfunções perineais pois: uma cesariana, uma episiotomia, diástase abdominal, hábitos urinários e defecatórios inadequados, dismenorreias, alterações no tono do pavimento pélvico, podem a médio e longo prazo derivar em patologias complexas e crónicas que poderiam evitar-se através da avaliação e implementação de medidas preventivas.
- Atendendo à evidência científica recente, a intervenção deve suportar-se numa visão global onde se estuda, o pavimento pélvico e as vísceras pélvicas, mas também e adicionalmente, a sua relação com outras estruturas como os músculos profundos do abdómen e com a postura.
- A realização do exame físico sistemático e completo, assim como, a interpretação crítica dos elementos recolhidos e/ou medidas registadas, decorre do conhecimento anatómico e fisiológico da cavidade abdominopélvica, biomecânica e relação com as demais estruturas, patologia e fisiopatologia, e das competências e desempenho na avaliação clínica e exame físico. A realização destas etapas é determinante e deve conduzir à potencial identificação de red flags, diagnóstico diferencial e funcional e, finalmente, a um plano de tratamento baseado na evidência e ajustado a cada caso.
- Existe uma necessidade significativa e premente de profissionais com conhecimentos sólidos e competências diferenciadas para intervir segura e eficazmente no tratamento de pessoas com disfunções uroginecológicas. Os diferentes profissionais de saúde devem intervir coletiva e interdisciplinarmente, desenvolvendo um referencial de atenção clínica onde os fisioterapeutas, especializados em uroginecologia, exercem com independência técnica e deontológica na avaliação, planeamento e reabilitação.
- O que lhe propomos neste primeiro curso, dirigido exclusivamente a fisioterapeutas, é o desenvolvimento de conhecimentos e competências para a intervenção profilática e terapêutica, segura e eficaz, num conjunto de disfunções uroginecológicas.
Objectivos Gerais:- - Identificar e descrever a estruturas e funções anatomofisiológicas, assim como, biomecânica relacionada com disfunções do pavimento pélvico
- - Reconhecer e discutir fatores de risco e causas uroginecológicas de disfunção pélvica
- - Explicar e implementar procedimentos estruturados e sistemáticos de avaliação subjetiva e objetiva
- - Desenvolver raciocínio clínico, defender e formular planos de intervenção terapêutica baseados na evidência científica para disfunções do pavimento pélvico
- - Avaliar e executar opções e técnicas de tratamento baseadas na evidência científica.
Objectivos Específicos:- Este curso foi ideado e estruturado para promover a assimilação e retenção de conhecimentos e competências de anatomofisiologia, patologia e fisiopatologia, avaliação clínica e exame físico e, finalmente, de intervenção profilática e terapêutica num conjunto definido de disfunções uroginecológicas. O processo pedagógico foi organizado e calendarizado para permitir e habilitar a preparação teórica e prévia ao desenvolvimento das componentes teórico-prática e prática. Os formandos vão beneficiar de um programa atual suportado nas boas práticas e de um contexto colaborativo de ensino-aprendizagem, suportado na preparação técnico-científica e experiência profissional.
Certificação
- No final do curso será emitido um Certificado de Formação Profissional, conforme legislação em vigor (Portaria nº 474/2010 de 8 de julho), a todos os participantes que concluírem com aproveitamento a ação de formação. O referido certificado, assim como um diploma, serão disponibilizados em formato digital na área do participante, no site da Academia Clínica do Dragão, num prazo máximo de 30 dias úteis, após a data de término da ação. Caso o aluno não tenha aproveitamento será emitido um Certificado de Frequência de Formação Profissional.
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